Flash - jun 23, 2021

Novos olhares sobre inovação

Complementando e trazendo contrastes de gestão inspiradores, Arthur Rufino, CEO da Octa, trouxe o tema Novos olhares sobre inovação. A palestra trouxe diferentes questões relacionadas a desmanche criativo, diversidade e oportunidades.

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O primeiro tópico abordado foi as grandes diferenças de gestão e atuação que o CEO tinha em relação ao seu pai, Geraldo Rufino, empresário de sucesso que também participou do RH Summit no terceiro dia de evento.

Enquanto Arthur tem um perfil muito calmo e analítico, o pai conta com uma vivacidade que se destaca em qualquer ambiente. Entre os assuntos tratados sobre essa relação de pai e filho, um tópico se destacou: a responsabilidade da sucessão no mundo do empreendedorismo.

É preciso ter noção de que a convivência entre as personalidades diversas dentro de uma empresa familiar é um grande desafio. O sucessor precisa entender que a sucessão é responsabilidade dele, tendo senso de gratidão e aprendendo a desenvolver estratégias para que esse processo ocorra de maneira fluida.

A grande sacada é entender que ele não precisou liderar o passado e vivenciar todos os erros e aprendizados que a empresa possui até que comece a viver o negócio. O sucessor tem a oportunidade de pular etapas e, por isso, precisa adquirir o respeito e a confiança da família que está em um grau maior de liderança.

O mais importante é saber se comunicar de maneira clara e embasada. É essencial que o líder tenha tranquilidade e se sinta confortável para delegar. Para isso, é necessário ter respeito pelo legado, fazer uma autoanálise e se livrar das crenças de que a sucessão vai estragar uma empresa que até então vem dando certo.

O palestrante conta que fez isso, assim como seu pai, por meio de um desmanche criativo. O conceito dessa expressão é: aproveitar o que já tem para trazer um novo significado à determinada coisa. Isso serve para produtos e serviços de uma empresa e até para as formas de se comunicar, por exemplo.

A empresa de seu pai passou por um momento de crise e quase falência no começo dos anos 2000, precisando haver um resgate da humanidade para reconstruir o negócio. Isso foi feito com base no desmanche criativo, já que não foi preciso grandes investimentos ou dívidas bancárias.

Até hoje, o empresário aplica o desmanche criativo na sua própria empresa. Ele consegue ver um ativo que é depreciado, reformula-o e conquista valores muito maiores do que os iniciais. 

A questão do desmanche criativo é feita na sua empresa de Arthur e na de seu pai há muitos anos a partir de reinvenção de recursos que sobram em momentos de queda, de crise e de perdas. O foco deve ser na inovação da comunicação e na melhor eficiência dos recursos disponíveis.

“Desmanche criativo é ressignificar os recursos que tem e aplicá-los no cliente correto” – Arthur Rufino

 

Chegando à metade da palestra, falou-se sobre startups, que começam como corpos menores, mas que têm grandes possibilidades de escalar. Nesse ambiente, muitas vezes não há a presença do RH, de modo que o founder acaba fazendo os processos de seleção e recrutamento.

O grande desafio, nesse caso, é absorver os processos, entender as questões de alinhamento cultural e saber que não é fácil achar perfis diversos em plataformas tradicionais. 

É preciso buscar esses perfis em fontes alternativas para que a empresa possa ter diversidade e inclusão, além de facilitar a entrada e a vivência desses profissionais na empresa.

“Existe, funciona e dá dinheiro mesmo quando você é humano” – Arthur Rufino

 

Algumas empresas ainda trazem perfis diversos como ação de Marketing para melhorar a marca empregadora da organização. Porém, é importante trazer essa pauta para a mesa mesmo em empresas tradicionais, onde há uma rigidez de contratação por parte das lideranças.

Além disso, é preciso colocar esses perfis de diversidade em cargos de liderança, pois somente assim a cultura é transformada. A mudança de cultura vem de cima para baixo – por isso a importância de contratar perfis diversos para serem líderes.

Segundo o palestrante, quando a empresa contrata alguém de um local periférico, por exemplo, ela ajuda a pessoa e a sua família. Mas, além disso, a empresa contribui para criar o senso de que se uma pessoa que veio da periferia pode prosperar, outras pessoas do local também podem.

Além disso, diversas soluções são criadas e reformuladas com a visão de pessoas que passaram por realidades periféricas. Isso traz uma riqueza de informações, conhecimento e até idéias de produtos e serviços para as empresas. 

“Se não for por altruísmo, faça por inteligência” – Arthur Rufino

 

Durante a pandemia, ao fazer materiais gratuitos e produzir conteúdos, o palestrante alegou que foi possível ter acesso aos erros das pessoas sem ter que cometê-los, ajudando a construir melhores soluções.

Por fim, foi abordada a questão da importância do profissional de RH em todas as transformações relacionadas à pandemia, à diversidade, entre outros aspectos importantes para as empresas e para o mundo. A partir disso, Arthur deixou uma mensagem sobre o RH:

“São os profissionais que têm a maior oportunidade de transformação” – Arthur Rufino