Flash - jul 9, 2020

RH Summit 2020 | Veja o que rolou - Parte #2

 

O RH Summit acabou, mas foi tão incrível que viemos compartilhar com vocês tudo o que rolou por lá. O RH Summit é o maior evento (online e gratuito) de RH da América Latina!RH Summit 2020 + Flash

O evento aconteceu entre os dias 22 e 26 de junho, contou com mais de 60 palestras divididas em 6 trilhas de conhecimento:

  • Employer Branding, Talent Acquisition, Benefícios e Onboarding;
  • Analytics e Performance;
  • Educação corporativa, Liderança e Diversidade;
  • Cultura, Carreira e Remuneração;
  • Tendências e Carreira em RH;
  • Premiação GPTW Mulher.

Este ano, não muito diferente dos anos passados, rolou muito conteúdo de qualidade para os espectadores, e nós estávamos lá também! <3

Nosso CEO, Ricardo Salem, falou em duas das 5 trilhas e trouxe muita informação relevante. Confira os destaques de cada trilha do evento.

Educação corporativa, Liderança e Diversidade

Com palestrantes como: Bernardinho (Empreendedor e ex-técnico da Seleção Brasileira de Voleibol), Andrea Iorio (Investidor-Anjo), Luiz Vabo (Além da Facul), Thalita M. Machado (MaxMilhas), Andrea Schwarz (iigual), Iana Chan (PrograMaria), Daniele Botaro (Oracle), PAtricia Santos (EmpregueAfro), Daniela Pio (Mercado Livre).

Educação corporativa, liderança e diversidade são temas de alta relevância e têm sido cada vez mais discutidos nas organizações. Os palestrantes trouxeram dicas valiosas para profissionais de RH ficarem de olho. Confira:

  • Os times devem entender que autonomia não se ganha, se conquista, e para conquistá-la, é necessário ter disciplina e compromisso com os resultados;
  • Durante o processo de transformação digital, as empresas costumam de investir mais em ferramentas do que em treinamento para equipes. Isso pode fazer com que o digital vire uma espécie de ameaça para times não treinados;
  • Quando uma pessoa é contratada, é responsabilidade da empresa e da liderança fazer com que ela esteja apta a exercer o seu papel. É preciso romper com a lógica de ensino tradicional, onde o professor é o detentor de toda o conhecimento –o aluno deve estar no centro do ensino. 
  • Priorize formas interativas para ensinar o novo contratado, colocando-o em situações reais que o desafie a pensar e tomar decisões;
  • Thalita (MaxMilhas) fala da importância de entendermos que nós nunca estaremos no lugar do outro, não sentiremos na pele, de fato, o que o outro sente, só podemos chegar perto disso lendo, estudando e, principalmente, ouvindo. Daí a importância de se defender a equidade de direitos e deveres para todos dentro de uma organização;
  • A grande mudança de chave acontece quando contratamos pessoas plurais justamente porque isso é estratégico para o negócio: diversidade está diretamente ligada à inovação. Não é possível inovar se as equipes não forem compostas por pessoas com pensamentos diferentes, histórias de vidas diversas e que trazem um contexto que agregue valor à empresa;
  • Iana (PrograMaria) traz dados que mostram a defasagem de mulheres no mercado de tecnologia. O estudo da Brasscom aponta que esse descompasso começa nas universidades, já que apenas 15% dos alunos de TI são mulheres;no mercado de trabalho esse número é de apenas 20%;
  • O Fórum Econômico Mundial mostra que, na indústria 4.0, a cada vaga gerada as mulheres perderão 5 posições. É preciso que o mercado reconheça essa desigualdade e entenda que as empresas que possuem diversidade de gênero têm 21% mais chances de obter melhores resultados financeiros;
  • O RH tem um papel fundamental para sensibilizar a liderança das companhias de que a diversidade não é mais opcional;
  • As empresas devem, além de incluir, também preparar as pessoas para a inclusão. A EmpregueAfro, por exemplo, trabalha com 4 pilares principais: treinamento, recrutamento, seleção e desenvolvimento. Os treinamentos quebram vieses inconscientes intrínsecos no ser humano, o que é extremamente importante para romper com as lógicas viciadas em processos seletivos nas organizações;
  • Quando se trabalha em um lugar onde as pessoas não estão preocupadas com a cor do cabelo, a roupa ou qualquer outra característica dos que estão ao redor, é possível dar espaço para que os colaboradores sintam-se mais confortáveis para contribuir com diferentes perspectivas.

Cultura, Carreira e Remuneração

Essa trilha contou com nomes como: Ricardo Salem (Flash), Katima Minzoni (Guiabolso), Fábio Santanna (Dotz), Caio e Estella Barroso (Lá na Firma), Fabricio Macias (Macfor), Marina Sobral (GPTW), Solange Silvino (Servier), Simone Frazão (OLX), entre outros grandes nomes.

Os palestrantes trouxeram insights sobre como pensar em cultura organizacional de forma estratégica através da implementação de projetos, como benefícios flexíveis, além de dicas sobre como superar as incertezas no cenário pós-Covid-19

  • A forma de as pessoas escolherem onde trabalhar mudou, o Total Comp (remuneração total, ou seja, salário + benefícios + variáveis) e cultura organizacional passaram a ser um atrativo muito grande para candidatos;
  • Katima (Guiabolso) aponta para a importância de reforçar a cultura de forma estratégica incluindo os benefícios. É importante pensar na experiência que empresas garantem para os colaboradores.
  • A Dotz registrou um aumento de 30% dos quesitos "engajamento" e "satisfação dos colaboradores" após a implementação das soluções em benefícios flexíveis da Flash. 
  • Existem principalmente dois tipos de empresas que identificamos na pandemia: as que já trabalham remotamente e as que precisaram descobrir como trabalhar. É importante que os RHs atuem de acordo com o perfil de cada empresa. Além de trabalhar para oferecer o melhor local de trabalho adequado e seguro (seja em home office ou in company) para os \colaboradores, é preciso, ainda, considerar outros fatores, como saúde mental e bem-estar;
  • A cultura libertária (cultura da Netflix) funciona com dois principais pilares: alinhamento e muita responsabilidade. Para ter liberdade é necessário ter um alinhamento muito bastante consolidado;
  • Muitos profissionais falam de cultura sem necessariamente saber o que isso significa: cultura é o conjunto de pressupostos que um grupo aprendeu e desenvolveu ao longo de sua história para lidar com todas as questões de adaptação externa e integração interna;
  • No momento que você quer fazer fusão de cultura e eliminar as diferenças, você cria mais um trauma do que uma vantagem. É preciso entender as diferenças da organização e extrair o melhor delas;
  • Trabalhar com remuneração fica um pouco mais abaixo que o do mercado, mas, com uma remuneração variável um pouco mais agressiva, faz com que o total comp, normalmente esteja acima ou muito acima do que o praticado no mercado;
  • Para saber se uma empresa é uma GPTW (Great Places To Work, ou em português, Melhores Lugares Para Trabalhar), o principal direcionador é o índice de confiança.
  • Mariana Sobral (GPTW) informa ainda os benefícios do índice: aumentar e gerar confiança entre líderes e colaboradores, maximizar o potencial humano, garantir um ambiente de de inovação, efetividade de liderança e —consequentemente— crescimento financeiro;

Tendências e Carreira em RH

Representantes de grandes empresas do mercado atual, como: Elisangela Santos (Vale), Manuella Amoreira (Ambev), Mariana Uebel (Grou), Salim Khouri (Ford), palestraram na trilha de Tendências e Carreira e trouxeram boas dicas e informações sobre o assunto. Confira a seguir:

  • O RH também pode ser um agente transformador no sentido de incentivar as pessoas a investirem na sua própria capacitação. Nosso papel é fornecer a ferramenta para que isso aconteça. 
  • Tais (Ttarga) afirma que, 70% dos profissionais estão insatisfeitos ou infelizes no trabalho – um número assustador, visto que no trabalho é onde passamos a maior parte do nosso dia;
  • No Tocante à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), é importante entender que ela regulamenta dois tipos informações: dados de pessoas físicas e dados sensíveis;
  • A LGPD também atinge a área de recrutamento e seleção. Quando um candidato envia um currículo, por exemplo, acontece uma coleta de dados e o RH deve ser totalmente transparente, informar o porquê da coleta e onde dos dados serão aplicados;
  • Na chamada GIG Economy (economia onde há freelancers ou contrato híbrido), legislação e questões trabalhistas não podem ser ignoradas. Apesar de ainda não haver regulamentação efetiva, no futuro as empresas precisarão se preocupar com isso. As leis virão tanto para proteger o trabalhador quanto a empresa;
  • Se os profissionais não estiverem engajados na jornada de transformação digital, não adianta nada estruturar processos, ter as melhores ferramentas e técnicas. É preciso trabalhar o engajamento dessas pessoas, torná-las parte da transformação;
  • Um RH estratégico é um RH que é guardião da cultura, embaixador da performance e especialista em recrutamento e retenção de talentos. Para alcançar esse nível, é preciso utilizar a transformação digital e um mindset de design para criar experiências de valor aos seus clientes;
  • Existem três pilares básicos para RH Ágil: mindset (modelo mental), skillset (habilidades) e toolset (caixinha de ferramentas). A combinação dos três trazem agilidade para o setor de recursos humanos;

Esses foram os principais destaques que rolaram nas trilhas de Educação corporativa, Liderança e Diversidade e Cultura, Carreira e Remuneração no RH Summit 2020.

Foram muitas aulas sobre como benefício flexível pode e deve ser levado em consideração na estratégia de construção de cultura, como trabalhar a disciplina para conquistar autonomia, a importância de políticas de diversidade e inclusão nas empresas e muitos outros assuntos.

A Flash tem uma solução que auxilia o RH em cada ponto abordado nas palestras. Conheça mais sobre a Flash.

 

Clique aqui para ver tudo o que rolou nas 2 primeiras trilhas do evento.