Flash - jun 28, 2021

Como será o mundo corporativo pós-pandêmico?

Tiago Alves, CEO da Brasil Regus & Spaces, trouxe uma das últimas palestras do dia para o RH Summit. O tema foi Como será o mundo corporativo pós-pandêmico? e a curadoria ficou a cargo de Marc Tawil.

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O primeiro tópico abordado foi a questão de o CEO ser muito aberto e acessível. Ele comentou que sempre praticou os conceitos de empatia e acessibilidade para ser um executivo diferenciado.

 

Ao longo de sua trajetória, Tiago adotou uma postura de social CEO. Isso foi feito por meio da manutenção de canais abertos para diálogo com todos os colaboradores da empresa. Segundo ele, os resultados foram muito positivos e as mídias sociais ajudaram no processo.

 

Em relação aos aprendizados nos primeiros 15 meses de pandemia, ele contou que o impacto poderia ter sido muito pior, tendo em vista que a empresa que ele comanda é de coworking. 

 

Porém, outros países já haviam passado pela experiência de isolamento social, de modo que ele se inspirou nesses cases para seguir os negócios da organização aqui no Brasil.

 

Segundo ele, o “home forced” não fez bem para todas as pessoas, especialmente no que tange à saúde mental. Isso fez com que o número de demandas de escritórios flexíveis aumentasse consideravelmente. 

 

Esse tipo de escritório colabora para o modelo híbrido que as empresas estão adotando, com horários e características flexíveis. Segundo ele, chegou o momento das empresas, e em especial as lideranças, darem-se conta de que o modelo flexível é o mais indicado.

 

“É a hora da liderança se reinventar!” – Tiago Alves

 

Em relação aos espaços de trabalho flexíveis, o CEO trouxe seis tendências para o mundo pós-pandêmico. A primeira delas é o conceito de close to home office, que abandona o home office e passa a ser “trabalho perto de casa”. Essa tendência tem muito a ver com a questão de que o menor tempo de deslocamento aumenta a produtividade.

 

Outra tendência muito interessante é o squad office, que traz um conceito de divisão do escritório tradicional, em espaços e locais separados. Esse modelo é mais barato, aumenta o senso de equipe, fomenta a cultura da empresa e faz com que as equipes fiquem mais funcionais.

 

A terceira tendência trazida pelo palestrante foi o anywhere office, que trata dos escritórios na nuvem, escritórios sob demanda, entre outros. Nesse modelo, não é preciso ir até o escritório em que o chefe está, por exemplo, mas sim em escritórios perto dos locais onde se está e onde é possível ser mais produtivo.

 

A virtualização dos escritórios também é uma tendência que deve chegar ao Brasil e ao mundo. Nesse modelo, tudo acontece de maneira virtual, desde agendamentos e negociações até reuniões.

 

A quinta tendência é a economia touchless, que utiliza os comandos de voz como principal modelo. Essa forma de trabalho evita doenças, é mais rápida, mais segura e mais funcional.

 

Por fim, a tendência que deve chegar a todas as grandes empresas do mundo é a adesão em massa ao ESG. Nesse conceito, há uma preocupação maior com o meio ambiente, com o social e com a governança corporativa.

 

Além das tendências para o futuro, foi abordado que neste momento as empresas estão pensando cada vez mais na economia compartilhada. É preciso pagar pelo que for usar. Não faz mais sentido ter grandes escritórios e pagar por eles em um regime full time se os colaboradores têm um regime de horas híbridas e flexíveis, por exemplo.

 

“A nova economia é o que vai ajudar o Brasil a crescer!” – Tiago Alves