Flash - jun 23, 2021

Case prático: como implementar ações de atenção à saúde no dia a dia da empresa

Chegando próximo ao final da manhã do terceiro dia de RH Summit, a âncora do evento, Jéssica Martins, recebeu Emerson Silva, CFO e co-founder da Um Grau e Meio, e João Vogel, CEO e co-founder da Cuidas. O tema da palestra foi Case prático: como implementar ações de atenção à saúde no dia a dia da empresa.

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Os palestrantes falaram sobre a atenção primária à saúde tanto no que tange à questão teórica e conceitual quanto à questão prática dentro das empresas. 

Logo no começo da conversa, foi explicado que atenção primária à saúde é um serviço que tem como intuito apoiar as pessoas em todas as fases da vida. Isso independe de idade ou condição de saúde.

Um exemplo disso é que a atenção primária deve ocorrer desde os cuidados de um pré-natal até os cuidados paliativos no final da vida. Os profissionais dessa área são os médicos e enfermeiros de família.

O mais adequado é que o serviço seja a porta de entrada para o atendimento à saúde, pois, hoje, apenas 10% dos médicos atingem o limite de resolutividade e precisam mandar o paciente para serviços de saúde específicos.

Médicos e enfermeiros de família conseguem resolver cerca de 80% a 90% de todos os problemas que as pessoas têm ao longo da vida, que podem ser ginecológicos, psiquiátricos, respiratórios, agudos, crônicos ou relacionados à prevenção. 

Com a pandemia, houve a necessidade de ter um cuidado maior com os colaboradores, tendo em vista a grande quantidade de dúvidas que eles têm. 

“As pessoas estavam preocupadas em como se comportar, como se cuidar, o que era verdade e o que não era” – Emerson Silva

 

A questão das fake news também se tornou um problema, pois eram focadas em aspectos relacionados à pandemia, à vacinação e ao isolamento. Com isso, uma equipe especializada acabou se tornando necessária.

As principais questões abordadas com a equipe foram o esclarecimento das fake news com um conhecimento muito mais embasado para os colaboradores, e a questão das doenças que estão por trás da pandemia e do isolamento. 

Enfermidades como a depressão, por exemplo, podem aparecer neste período, e acabam não ficando no radar das pessoas. Alguns sintomas surgem e os colaboradores não se dão conta de que estão doentes.

É preciso ter um cuidado especial com o coletivo, não só com cada indivíduo. As empresas que utilizam a tecnologia ou um auxílio especializado conseguem ter uma maior inteligência de dados no que diz respeito às equipes como um todo. Isso permite que elas possam fazer ações estratégias e até preventivas para ajudar a população inteira da empresa. 

Outro ponto abordado foi a questão específica da Covid-19. Em torno de um terço das pessoas curadas acabam ficando com alguma questão crônica de saúde mental, que pode estar relacionada à depressão, ansiedade e síndrome do pânico.

Além disso, foi ressaltado que não só ações coletivas podem ser realizadas dentro das empresas; o indivíduo também pode e deve receber cuidados relacionados à atenção primária à saúde. 

A jornada de cuidados começa com o vínculo de cada usuário com o seu time de saúde. Esse vínculo acaba fazendo com que o paciente crie uma consciência maior e comece a mudar seus hábitos a longo prazo, ficando ainda mais saudável com o tempo.

Depois de alguns meses (período em que os dados de saúde são coletados), é possível gerar uma inteligência de dados para a empresa. Assim, ela consegue entender quais são os problemas de saúde mais comuns dos seus colaboradores e criar ações coletivas relacionadas a eles.

Ao final da palestra, foi abordada a questão da importância dos cuidados com a alimentação, sono, exercícios físicos e saúde mental.

“O cuidado com a saúde deve ser cotidiano” – João Vogel

 

Dessa forma, ao utilizar a tecnologia para melhorar a experiência do usuário na atenção primária à saúde, é possível otimizar as chances de fidelização com os cuidados, melhorando o acesso e a experiência.

Além disso, a empresa ganha muito com isso, já que colaboradores mais saudáveis e felizes no ambiente de trabalho se tornam ainda mais produtivos. 

Respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a tecnologia consegue agregar os dados obtidos na empresa para mostrar como anda a saúde dos seus colaboradores. 

Isso permite que a organização possa dar as condições de trabalho adequadas para que a saúde dos profissionais seja mais otimizada, aumentando, assim, a produtividade e o sucesso da empresa.